quinta-feira, 6 de setembro de 2012


Estranho. Faz quatro meses. Dois. Não sei o que houve, não consigo mais me desmanchar em lágrimas, será que finalmente eu cresci? Dei-me conta do que acontece ao redor? Olhei as fotos. Dediquei-me a olhar os pequenos detalhes. Anel de prata. Sorriso. Olhar. Lembro do dia em que a tiramos, essa em especial. Lembro (ou tento me lembrar) de como me tocou aquele dia, de como abriu meu vestido, de como segurou minhas mãos, passou em meus cabelos e disse que me amava. Lembra-se de quando me chamava de lua? De quando subimos no telhado? Lembra-se quando começou a me amar? E quando deixou?
Lembro do primeiro telefonema que dizia: Oi, você disse que eu nunca te ligo...Resolvi ligar. Está tudo bem? Daquele dia em diante nada mais foi o mesmo. Carregava em mim, um peso. Bom! De ser amada e de amar. Quão estranho parecia no inicio. Pior ainda é o quão estranho se torna no fim. O sentimento mais bonito do mundo pode encaminhar-se para o nada? Acredito. Talvez. Depois de tudo, eu –definitivamente não te amo mais. Mas ainda não posso me desvencilhar de nós. Fomos felizes. Vivemos juntos. Agora, estranhos.
Dei adeus à você, mas, e agora? Como é que se diz adeus as minhas lembranças? 

2 comentários:

  1. Não se diz. Elas um dia vão deixar de doer, elas um dia se tornarão lembranças que fazem cocegas em um dia qualquer, vai ser como sentir um cheiro que te lembra alguém e vc fica com uma felicidade melancólica.

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  2. acho que é assim mesmo. Lembranças ficam...acho que estou mais forte pra aguentar o que for. Digamos que com tudo isso eu tenha aprendido a superar e a não esperar demais. Medo agora é de ter me tornado fria demais

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