Estranho. Faz quatro meses. Dois. Não sei o que houve, não
consigo mais me desmanchar em lágrimas, será que finalmente eu cresci? Dei-me
conta do que acontece ao redor? Olhei as fotos. Dediquei-me a olhar os pequenos
detalhes. Anel de prata. Sorriso. Olhar. Lembro do dia em que a tiramos, essa
em especial. Lembro (ou tento me lembrar) de como me tocou aquele dia, de como
abriu meu vestido, de como segurou minhas mãos, passou em meus cabelos e disse
que me amava. Lembra-se de quando me chamava de lua? De quando subimos no
telhado? Lembra-se quando começou a me amar? E quando deixou?
Lembro do primeiro telefonema que dizia: Oi, você disse que
eu nunca te ligo...Resolvi ligar. Está tudo bem? Daquele dia em diante nada mais
foi o mesmo. Carregava em mim, um peso. Bom! De ser amada e de amar. Quão
estranho parecia no inicio. Pior ainda é o quão estranho se torna no fim. O
sentimento mais bonito do mundo pode encaminhar-se para o nada? Acredito.
Talvez. Depois de tudo, eu –definitivamente não te amo mais. Mas ainda não
posso me desvencilhar de nós. Fomos felizes. Vivemos juntos. Agora, estranhos.
Dei adeus à você, mas, e agora? Como é que se diz adeus as
minhas lembranças?
Não se diz. Elas um dia vão deixar de doer, elas um dia se tornarão lembranças que fazem cocegas em um dia qualquer, vai ser como sentir um cheiro que te lembra alguém e vc fica com uma felicidade melancólica.
ResponderExcluiracho que é assim mesmo. Lembranças ficam...acho que estou mais forte pra aguentar o que for. Digamos que com tudo isso eu tenha aprendido a superar e a não esperar demais. Medo agora é de ter me tornado fria demais
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